Monitor de 4G por interface: veja em tempo real quanto a operadora vai cobrar
Se você usa PingArmor com USB tethering como backup, já se perguntou exatamente quanto cada interface consumiu nesta sessão? A operadora cobra o pacote do chip por qualquer byte transmitido — então saber o que saiu pela 4G é a diferença entre cuidar da franquia conscientemente e ser surpreendido na fatura.
Sem visibilidade durante a sessão, é impossível notar um vazamento de banda enquanto ele acontece. Por isso o PingArmor agora mostra bytes por interface ao vivo — no dashboard enquanto você joga, e no relatório final quando desconecta.
No dashboard: bytes em tempo real
Abaixo de cada interface no card “INTERFACES DE REDE” apareceram duas linhas novas: setas pra cima (TX, enviado) e pra baixo (RX, recebido). O número atualiza a cada 2 segundos.
O exemplo mostra exatamente o cenário do bug do início: tunnel rodando com Ethernet ativa, e secundária 4G (USB tethering Android) consumindo dados mesmo em “espera”. Mesmo que sejam só 22 KB de upload, a cobrança da operadora começa em qualquer byte transmitido.
O badge amarelo “4G” marca interfaces classificadas como dados móveis (mais detalhes adiante). É um aviso visual: tudo o que aparece naquela linha está saindo do seu pacote 4G/5G.
Como funciona
A leitura usa uma API nativa do Windows chamada GetIfEntry2 — a mesma que o Gerenciador de Tarefas consulta pra mostrar consumo de rede. PingArmor lê o contador uma vez quando você clica em “Conectar” (baseline da sessão) e depois a cada 2 segundos. O delta entre as duas leituras é o que aparece na tela.
Sem privilégios extras: GetIfEntry2 funciona em modo de usuário desde o Vista. Nada precisa ser autorizado pelo Windows — é só leitura do contador de adapter que já existe.
Sem polling de rede externo: zero pacote sai do seu PC pra coletar essa informação. Não é speedtest, não é traceroute, não é nada que gere tráfego. É só ler um número que o driver de rede já mantém.
No setup: marque a interface como “franquia limitada”
Na tela de configuração, cada interface tem um checkbox novo: “Esta interface tem franquia de dados móveis”.
O checkbox controla o badge 4G no dashboard. Marcado = aparece e te lembra que dado ali custa dinheiro. Desmarcado = some, mesmo que o PingArmor tenha detectado a interface como celular automaticamente.
Você manda no override. Se sua Wi-Fi de casa é cobrada por consumo (alguns planos rurais ainda são), marque o checkbox manualmente. Se seu USB tethering é só pra teste e não tem franquia, desmarque e o badge não te atrapalha.
Auto-detecção de USB tethering
Quando você pluga o celular Android no PC e ativa “Compartilhar conexão por USB”, o Windows cria uma interface chamada “Realtek RTL USB Remote NDIS” ou “Samsung Mobile USB Modem” (nome varia). Pra ele, é só mais um adapter Ethernet — mesmo tipo do cabo de rede normal.
O PingArmor olha a descrição do adapter e, se encontrar palavras como “RNDIS”, “Mobile”, “USB” ou “Wireless WAN”, marca como celular automaticamente. Esse pré-julgamento aparece como sugestão de checkbox marcado no setup — mas, como falamos, você decide.
Para Wi-Fi reais, a classificação é direta: IF_TYPE_IEEE80211 (71 na convenção Win32). Cabo: IF_TYPE_ETHERNET_CSMACD (6). 5G mais novos com modem nativo: IF_TYPE_WWANPP (244) + keyword “5G”/“NR” na descrição.
No relatório final: compartilhável em texto
Quando você desconecta, o Relatório da Sessão abre automático (se houve pelo menos um failover) ou pode ser aberto via botão “Ver relatório” no card de estatísticas. Agora ele inclui uma seção “INTERFACES FÍSICAS” com o total da sessão.
Ping médio: 0ms | Pico: 4ms
Clicando em Compartilhar, o texto vai pro clipboard com formato:
PingArmor — Relatório da Sessão
Duração: 00h32 | 0 saves
Dados: 26.1 KB TX / 0 B RX
Ping: 0ms (médio) / 4ms (pico)
Interfaces físicas:
Ethernet ↑ 5.2 MB ↓ 84.7 MB
Ethernet 3 ↑ 39.7 KB ↓ 43.8 KB [4G]
Cola direto no WhatsApp, Discord, ou no chat do clan. Quem te ajuda com diagnóstico (ou quem você quer impressionar com a contagem de saves) recebe tudo formatado.
Onde olhar (e por quê)
O objetivo do PingArmor é minimizar ao máximo o uso da secundária. Quando tudo está bem, todo o tráfego passa pela primária — a secundária só entra em ação durante failover real (primária caindo). Em uso normal, alguns poucos KB sempre vão aparecer ali (checagem de “interface ainda viva” + keepalive de monitoramento). É pouco e esperado.
Volume alto na secundária sem failover ativo é o sinal de alerta. Se notar isso, duas pistas pra investigar:
1. Ordem dos processos
A ordem certa pra abrir as coisas é:
- Abrir o PingArmor
- Conectar o túnel (status virar “Protegido”)
- Abrir o jogo
Inverter (jogo antes do túnel) não causa consumo extra direto na secundária, mas deixa o jogo vulnerável: o socket TCP do jogo faz bind no IP físico em vez do tunnel; se rolar failover, a conexão do jogo cai e ele reconecta. Cada reconexão gera um pouco mais de tráfego e, dependendo do servidor, pode te logar fora do personagem. Fix simples: feche o jogo e reabra com o túnel já conectado.
2. Comportamento antigo do Tibia Global (já ajustado)
Versões anteriores do app deixavam rotas amplas (0.0.0.0/1 + 128.0.0.0/1) ativas no túnel mesmo depois de você fechar o cliente do Tibia, e qualquer failover daquele momento em diante canalizava o tráfego web inteiro (navegador, Discord, atualizações do Windows) pela 4G. O comportamento afetava apenas Tibia Global; RubinOT nunca teve esse caminho ativo.
Já ajustado: as rotas amplas agora são removidas automaticamente 30 segundos após o cliente do Tibia ser fechado. Se reabrir o Tibia, voltam em até 2 segundos. Você não precisa fazer nada — atualize a versão e o comportamento novo já está ativo.
3. Celular ainda conectado depois de fechar o PingArmor
Esse é o cenário mais comum de consumo “fantasma” da 4G. Quando o PingArmor está rodando, ele controla as métricas das interfaces (primária com prioridade, secundária só pra failover). Mas no momento em que você fecha o app, o Windows volta a tratar as duas interfaces normalmente, com métricas iguais ou parecidas. Se o celular continuar plugado por USB, qualquer aplicativo em segundo plano — Discord, Windows Update, atualização de jogo no Steam/Origin, navegador deixado aberto — pode resolver a rota pela 4G sem você perceber.
Rotina recomendada quando terminar de jogar:
- Fechar o PingArmor (ou pelo menos desconectar o túnel)
- Desplugar o celular do USB (ou desativar o tethering no celular)
Só assim você garante que o sistema não tem mais opção de cair na 4G enquanto você não está olhando.
Privacidade
Toda essa contagem é 100% local. Os bytes lidos pelo GetIfEntry2 ficam dentro do app — nenhum servidor PingArmor é avisado. Nenhuma telemetria server-side foi adicionada. Se você ficar offline depois de jogar, o histórico não vaza pra lugar nenhum.
A única coisa que sai do seu PC é o que você copia manualmente pro clipboard e cola onde quiser.
Veja antes que vire fatura
Com a tela ao vivo, dá pra notar em uma hora se a interface secundária está transmitindo dados anormalmente alto mesmo com o jogo principal usando a Ethernet. É só desconectar, checar a causa, e evitar a cobrança no fim do mês.
Se você usa PingArmor em modo passivo com USB tethering, abra o app e olhe os números enquanto joga. Vai parecer paranoia até o dia em que faz diferença.
Atualizar
Auto-update do PingArmor pega a versão nova automaticamente. Se não pegou ainda, vá em /download e baixe manualmente. A feature funciona em qualquer Windows 10/11 — nenhum requisito adicional.
Tem alguma pergunta? Confira a FAQ ou fale com a gente em [email protected]. E se você é o tipo de pessoa que gosta de saber por que as decisões são tomadas, dá uma olhada em como o app protege seu jogo durante failover — é a outra metade da história.
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